PROCURA-SE:O Fit Corporativo ideal
Edição: Maio 2025
Por Carlos Magalhães
Introdução
Esta edição propõe uma reflexão crítica sobre o chamado Fit Corporativo, conceito originalmente associado ao alinhamento entre pessoas e organizações, mas que, na prática, vem sendo utilizado como mecanismo de exclusão — especialmente de profissionais mais experientes. O texto analisa como critérios culturais mal definidos, aliados à automação e à transferência acrítica de decisões para algoritmos e sistemas de inteligência artificial, têm legitimado práticas de etarismo corporativo, fragilizando a diversidade cognitiva e a sustentabilidade organizacional.
Ao longo da edição, são discutidos os efeitos da perda de conhecimento tácito, da substituição da experiência por indicadores superficiais e do enfraquecimento da memória organizacional. O conteúdo demonstra que a promessa de eficiência associada à tecnologia não compensa, no longo prazo, a eliminação do julgamento crítico, da intuição e da capacidade reflexiva construídas ao longo de décadas de prática profissional. O paradoxo se aprofunda quando organizações descartam profissionais experientes na operação, mas recorrem a eles posteriormente como conselheiros estratégicos.
Mais do que um debate sobre gestão de pessoas, esta edição amplia a discussão para o campo econômico, social e institucional, questionando os impactos do Fit Corporativo distorcido sobre o futuro do trabalho, o papel das empresas como empregadoras e a transferência desses desafios para o Estado e para a sociedade. Trata-se de uma leitura indicada para executivos, líderes e gestores que desejam compreender os riscos culturais e estratégicos associados à exclusão sistemática da experiência em nome de uma eficiência aparente.

